Meios oficiais são usados para propagar informações incorretas após representantes de Sintergia/ASEF dissolverem assembléia sem deliberação.

Posted: May 23, 2016 in Uncategorized

Hoje (23/05) foi realizada rapidamente uma assembléia em frente a entrada da Real Grandeza, em Furnas escritório Central.

Essa suposta assembléia foi convocada pelo Sintergia na sexta-feira, sindicato que representa no papel a base RJ, compostas pelas empresas Eletrobras, Furnas, Eletronuclear e CEPEL, mas optaram pela realização em frente a Furnas e não no auditório do Sintergia. Posteriormente os trabalhadores descobriram que estariam sendo separados novamente para a votação, que ao invés de considerar corretamente a base como um todo, seria rachada pelo sindicato outra vez, e quem iria conduzir seriam a ASEF em Furnas e AEEL no Eletrobras, utilizando as associações com autonomia de sindicato.

Na sexta feira (20/05), ao invés da realização da assembléia de forma correta, como ocorreu em diversas outras bases, a única satisfação que o trabalhador recebeu foi que o CNE já havia decidido pela paralisação de 24hs, sem direito a assembléia ou deliberação dos trabalhadores, não um indicativo, mas uma determinação, acompanhada de uma marcação de assembléia que teoricamente seria apenas “pró-forma” para ratificar a “ordem passada” pelos sindicatos.

Com isso o escritório central, ao invés de seu expediente normal de segunda-feira, amanheceu com faixas de greve impondo aos trabalhadores uma paralisação. Ainda assim boa parte dos trabalhadores estava chegando normalmente aos seus postos de trabalho e iniciando o seu dia de serviço para aguardar a suposta assembléia.

Mesmo sumidos até aquele momento, às 8:30 surgiram dois representantes da ASEF, sem microfone, sem lista de assinaturas, sem vergonha na cara.

Começaram discretamente o que eles queriam chamar de assembléia, mas o que todos nós reconhecemos como “Imposição”.

Alguns empregados pediram a palavra para destacar alguns pontos: – de que a assembléia tem que ser marcada com antecedência de 72h da paralisação; – que os empregados não querem ser massa de manobra de greve política; – que não se pode decretar greve sem deliberação.

Infelizmente, em um ato totalmente anti-democrático a palavra foi NEGADA pelos condutores ali presentes e os empregados foram impedidos de falar, quando os empregados se negaram a votar sem que antes houvesse deliberação sobre a motivação da assembléia, antes que os trabalhadores tivessem a palavra para questionar, debater e defender suas propostas, os condutores declararam paralisação e dissolveram a assembléia, sem votação ou deliberação.

A assembléia é soberana e ela é local onde os trabalhadores tem espaço para falar, se posicionar, deliberar e debater, e essas pessoas representaram tudo que há de pior e anti-democrático e tentaram impor suas vontades pessoais em cima da base. Os trabalhadores presentes continuaram insistindo pela deliberação e votação e com a recusa dos “representantes condutores”, eles mesmos questionaram os presentes quem seria a favor ou contra a paralisação, havendo uma opção maciça para que a paralisação NÃO ACONTECESSE HOJE. Com isso os presentes exigiram dos representantes que retirassem imediatamente as faixas penduradas irregularmente na frente da empresa e que passavam um ideia errônea da decisão tomada ali. Mesmo com muita resistência, aos poucos as faixas foram sendo retiradas e a empresa voltou ao seu dia normal de expediente como estava antes.

Descrito acima corretamente todo o ocorrido, temos abaixo o informe vergonhoso dos indivíduos hoje no controle da ASEF.

O que temos são informações distorcidas, incorretas e invertidas de todo o acontecido e utilizando meios oficiais para difundir inverdades, atropelar novamente a decisão dos trabalhadores e pisar na constituição e soberania de uma assembleia. Todo o acontecido foi registrado por vídeo e áudio e difundido em mídias sociais para funcionários de outras regiões exatamente para impedir a desinformação causada pelo interesse de poucos.

Mais abaixo temos fotos dos estacionamentos em Furnas comprovando a presença dos trabalhadores, ESTACIONAMENTOS CHEIOS! Será que os carros chegaram na empresa sozinhos? Ou seria mais óbvio que ao contrário do que querem passar, a empresa TEVE SIM EXPEDIENTE NORMAL?

Cuidado com os representantes que escolhemos, se eles atropelam o trabalhador e nem nos meios oficiais podemos confiar, o que será que eles farão do nosso futuro?

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Comments
  1. Marcos Carvalho says:

    Precisamos cobrar dos nossos sindicalistas que assinem em baixo desses panfletos. As pessoas precisam assumir responsabilidades. Divulgar inverdades e se esconder por trás da assinatura da “Diretoria” é fácil.

    Outra coisa que precisa ser extinta é a greve “feriadão”. Nada mais de greves segundas e sextas! Greve 24h terça. Greve 48h terça e quarta. Greve 72h terça a quinta. Sempre. Isso padroniza a coisa e aumenta a presença nas assembleias.

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