Se tivesse alguma consciência, Wilson Pinto Jr. da Eletrobras passaria todas as suas noites em claro

Posted: February 14, 2018 in Uncategorized


Em matéria veiculada no dia 11/02/2018 no jornal O Estado de São Paulo, o presidente da Eletrobras Wilson Pinto Jr., disse ter pressa em privatizar a empresa: “A pressa é um capricho que a gente tem de ter” e que dorme “toda noite com uma dívida de R$ 1 milhão”. ( http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,durmo-toda-noite-com-uma-divida-de-r-1-milhao,70002185772.amp
É sintomático que a grande mídia ainda dê credibilidade a um homem que há um ano dizia em todas as suas aparições públicas ser totalmente contrário à privatização da Eletrobras. E ainda defendia que o Estado precisava de um agente como a empresa para apoiar na regulação do Setor Elétrico Brasileiro.
Mas a pressa que Wilson Pinto Jr tem para privatizar a empresa não se dá por dívida ou pressão financeira abrupta. Recentemente a Eletrobras reduziu seu endividamento pela metade em relação à sua geração de caixa e caminha para números ainda mais promissores graças aos esforços de sua força de trabalho. Nos últimos anos os números são tão favoráveis que a empresa coleciona superávits. Em 2016 obteve um lucro de R$ 3,2 bi, um resultado que tende a se repetir em 2017.
A pressa de Wilson e de todo governo se dá porque se houver discussão, caso se aprofunde na análise dos números e dados de fato, teremos um número muito grande de formadores de opinião contrários à privatização da Eletrobras, não só pelo que a empresa presente em todos os estados da federação representa para o Brasil, mas também pela conjuntura mundial onde nenhum país sério privatiza infraestrutura. A pressa faz com que se queira vender a Eletrobras de qualquer jeito, custe o que custar. Mas será que isso é bom para o Brasil?
Convenhamos que se o presidente da Eletrobras estivesse tão preocupado com as dívidas da empresa, não estaria contratando tantas consultorias a peso de ouro e com dispensa de licitação. Para privatizar a Eletrobras na mídia, ele gastou R$ 2 milhões para um contrato com a famosa FSB. Já para investigações que visavam “se antecipar” à operação Lava Jato, pagou R$ 400 milhões à Hogan Lovels que apurou “desvios” menores que o valor de sua contratação. Só aí já estamos falando de mais de 400 noites de sono.
Mas o que deveria tirar o sono de um CEO de verdade são só as cifras com as quais ele parece não estar muito preocupado? Não. Para quem tem consciência dos seus atos, o travesseiro pesa quando existe ressaca moral. O atual presidente da Eletrobras foi o único de toda a história quase sexagenária da empresa que foi denunciado e advertido pela Comissão de Ética da Presidência da República em episódio lastimável quando chamou os trabalhadores da Eletrobras de vagabundos. Qualquer executivo com alguma consciência já teria pedido para sair, pois perdeu o respeito e a confiança de sua força de trabalho. Mas este não é o caso de Pinto Jr. que se acha acima do bem e do mal e a única coisa que realmente lhe tira o sono é o tempo que passa, mas o tempo é o senhor da razão onde dorme-se o sono dos justos.
Fonte: Empregados do Grupo  Eletrobras (via e-mail)

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